10/08/2012 18:30

Passeio cultural leva adolescentes para o teatro

 

A semana foi cultural e proveitosa para adolescentes de diferentes comunidades carentes de Jardim América. A convite da Escola Teatro Sesc eles puderam assistir duas peças teatrais – Ô Lili, no dia 10, e Os Mamutes, dia 15 . Para alguns deles, essa foi a primeira vez em um teatro. Após cada apresentação houve debate com o elenco das peças. Assim, puderam tirar as duvidas sobre a criação e o tema das peças assistidas, além de se aproximar um pouco mais dos atores. Entre os dois dias, quase 60 pessoas, entre monitores e jovens, puderam aproveitar esse momento. Essa foi mais uma parceria do JPC com o Sesc, que acolheu a todos e ofereceu o transporte de ida e volta.
 
Conheça um pouco sobre as apresentações
 
O espetáculo Ô LILI teve como ponto de partida uma série de conversas com pessoas privadas de liberdade, presas em penitenciárias do município do Rio de Janeiro. O regime fechado é a chave para se explorar criticamente a realidade dos espaços populares da cidade, submetidos hoje a uma série de restrições: fronteiras do tráfico, muros, controle armado da polícia entre outros. A abordagem é feita do ponto de vista de quem está do lado de dentro das grades e muros, daqueles comumente vistos como uma massa homogênea, traduzida por noções como as de criminosos, pobres, marginais. Mas quem são essas pessoas? Que soluções elas vem construindo, diariamente, para criar sua liberdade? A peça foi realizada pela Cia Marginal, que é um grupo de teatro formado por atores-moradores da Maré, onde, há cinco anos, desenvolve suas atividades em parceria com a Redes de Desenvolvimento da Maré. Realiza, permanentemente, ações para a democratização do seu método de trabalho (oficinas teatrais oferecidas para jovens da comunidade) e para a difusão do seu repertório.
 
Já a peça OS MAMUTES traça um paralelo com o espelho de Alice e fala da deformidade do ser humano diante de uma sociedade repressora e deficiente; do consumismo exacerbado; da alienação violenta de uma geração sem perspectiva e da precocidade infantil. Com um humor ácido, ele é narrado por Isadora (Débora Lamm), uma garota perversa e extremamente inteligente que, trancada em seu quarto, inventa uma história – a história de Leon (Diogo Camargos): um rapaz ingênuo, honesto, que vive com a avó doente e precisa conseguir um emprego. Ele encontra uma vaga numa multinacional de fast food – a Mamute´s Food – conhecida por fabricar hambúrgueres de carne humana. Porém, para conseguir o emprego, Leon precisa abater um “Mamute”, ou seja, matar uma pessoa sem caráter, sem princípios morais, que não fará falta para ninguém. Eis o dilema: desistirá ele do emprego por questões morais ou se tornará um caçador implacável? Com muita ironia, a peça surpreende ao passar pelos variados questionamentos e dúvidas relativos ao humano.

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